Diário d'Inês

segunda-feira, março 19, 2012

Pai

Querido diário,

Querido Pai,

Hoje é dia do Pai. Mas o dia do meu pai começou dia vinte e três de Outubro de mil novecentos e oitenta e cinco. O dia em que eu nasci. Dia do Pai são todos os dias, não se resume a um. Este é apenas um dia como outro qualquer. Não são precisos dias para saber que estás ao meu lado. E isso é que importa. É o sentimento que nos une, por mais longe ou por mais perto que a vida nos possa levar. E até para além da morte. Fale contigo todos os dias ou não, não me esqueço de ti. E hoje mais uma vez, não me esqueci. Nem te vou esquecer. É certamente um amor inacabável, porque sei que tenho mais que mil razões para o ser. O que importa é o que sou quando estou contigo e não aquilo que realmente és. Não há palavras. Todos temos defeitos, tu não és excepção. Apenas temos de saber tolerar os defeitos uns dos outros. E sobre isso tudo, vem o amor. A nossa relação não é perfeita. Nem vale a pena os outros dizerem que a deles é. Estão a mentir. Há problemas em todo o lado, não vale a pena fingir. Mas o que torna a nossa relação imperfeita é todo o amor que sentimos. É por te contar tudo o que muitos filhos não contam aos pais. É por saberes alguns podres meus, outros tantos defeitos e outras tantas qualidades. Às vezes penso que nem seria necessário saberes tanto. Mas é assim que existe o sincero apoio, o verdadeiro sentimento de amor. Não há palavras. E é nessa imperfeição que se vai buscar a verdadeira perfeição da nossa relação. 
Existem tantos momentos guardados na minha memória, que jamais poderei esquecer. Outros gestos teus, que fazem de ti o meu Pai. Não apenas biológico, mas o meu Pai de verdade. É impossível esquecer-te. É impossível esquecer tudo o que já vivemos juntos. Não há palavras. Não há palavras para todos os momentos que passamos. Não há palavras para toda a minha vida contigo. Desde o meu primeiro passo, até à minha entrada na universidade. Alegria ou felicidade, angustia ou dor. Seja quais foram os momentos, estivemos juntos. Nada mais importa. E a verdade é que nunca me falhaste sempre que precisei. E acredito que nunca me vás falhar. Isso não me parece possível. E eu estarei sempre aqui. 
A maior prenda que um filho pode dar, é o sentimento de orgulho que um pai pode sentir por um filho. E espero que isso aconteça. Essa é a minha prenda para ti. É nessa prenda que tenho trabalhado. Nem que seja o orgulho pelo que realmente sou e não pelo que me vou tornar. Eu orgulho-me de ti a vários níveis, nem que seja apenas pelo simples facto de cuidares de mim. Nem que seja pelo simples facto de existires. És especial. Não de ontem nem de hoje. Mas de sempre e para sempre. És especial. És o meu Pai. Sejas ou não o melhor Pai do mundo, como dizem muitas coisas que se oferecem hoje, és o meu Pai. E é isso que faz de ti o melhor. E isso basta.

Feliz dia do Pai.

 Saudações blogueiras.

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