Tendo em conta que hoje tive uma breve conversa sobre sanitas, até porque o tema não sugeriu interesse em ser alongado, surgiu-me publicar esta imagem...
Paciência para lidar com o que não controlamos. Paciência para aceitar que há dias que a vida nos tira o tapete e caímos ao chão. Paciência para aceitar que, por vezes, precisamos ficar no chão. Aceitar situações, emoções, questionar sentimentos. Existem múltiplas perguntas na cabeça pelas quais não existem respostas. Chega sorrateira a culpa de sentir algo que não queríamos sentir. Singelamente se torna a angústia de ser preciso lidar com tudo, novamente. Lidar com assuntos que pensávamos já estar encerrados na nossa mente, no nosso coração. E a vida mostra que não. A vida mostra que há feridas que passamos para trás das costas porque sentir naquele momento seria demasiado, desajustado, quebrado. Então arrumamos as emoções. O tempo passa, os anos passam e tudo está intacto. Assim como uma estante com potes de vidro fechados com tampas, onde cada um deles representa as tuas emoções. Cada emoção ligada a um momento da tua vida. Existem potes que agarraste, foram abertos, usados, perdoad...
Os dias mais felizes, são os dias que me lembro de ti. Penso que te esqueci, recordo-te pelo olhar de uma janela. Janela nossa de memórias. Um sofá e uma casa de histórias. As ruas não se mudaram; a atmosfera lisboeta continua igual. Permanece tudo intacto assim como as minhas memórias, quando me lembro de ti. Recordo a tua voz, o teu sorriso. As tuas palavras e os conselhos que ninguém me dá igual. Na minha tristeza ouço a tua voz, que faz brilhar o sol dentro de mim. O teu abraço continua quente. A minha esoteridade assim o permite sentir. E as tuas palavras. As tuas palavras não são esquecidas. São elas que me guiam, nas conversas que não esqueci. Foste para longe, de onde não as posso ouvir. Permanecem sentimentos escondidos, assim como as ruas das quais eu fugi. Fugi da cidade que me deu à luz, que me reconstruiu, a minha cidade de memórias. Mas os dias mais felizes são os dias que me lembro de ti. Quando te recordo, sorrio. Quando te sinto, sou luz. És a estrela guia escondida, q...
Se eu hoje escrevesse falaria sobre amor. Falaria sobre presença, falaria sobre ausência. Não poderia escrever muito, nem pouco. Sairia daquele meu jeito exagerado de sentir. Transbordava raiva, amor e gratidão. Escrever em Paris ao som de um piano não será igual a escrever em outra parte do mundo. Há um certo romance que a cidade quis manter. Há uma magia no nosso olhar pelas ruas desta cidade. Assim como em Lisboa quando choram as guitarras em nossos olhos, aqui chora o coração perdido na melodia das teclas. Melodias de uma vida. Sentida, muitas vezes desajustada, desconstruída, emocionada, desentendida. Assim sou eu. E danço ao som da música. Na fé do amor, na fé de boa gente. Gente que chega e fica; a nossa gente presente. Que quer escutar a nossa música, entender a nossa história de acordes imperfeitos. E perfeitas são estas partilhas tantas vezes desafinadas. É o que dá sentido à música da vida. Onde todas as notas existem para se conectarem entre elas. Assim é uma melodia. E cad...
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