Diário d'Inês

sábado, agosto 08, 2015

Corpo e Alma

Querido diário,

O despertar de ti pode ser tão fácil. E pode ser tão difícil. Depende do estado da tua mente. As emoções que sentes, os passos que dás na tua vida, o vento que te sopra na face. Os segredos que guardas, os segredos que partilhas. A tua alma escondida quando não queres gritar o que desejas para mais ninguém. O que viveste e o que ainda queres viver. E queres viver contigo. Saber os teus medos, desejos. Encontrar-te. Mais que encontrar alguém. Por vezes ou até de repente, a vida pode mudar o sentido. Quando sentes o bater do coração quando te tocam, quando pode ser o despertar da tua alma. Não queres dar de ti. Nem todas as pessoas que tocaram no teu corpo, conseguiram tocar na tua alma. Tocar no teu corpo é algo fácil, sem perigo. Com algumas emoções redundantes de um desejo que ele te pede. Algo que vives o momento e viras a página para te encontrares numa próxima. E é tudo tão simples. Que simplicidade seria se tudo de resumisse ao teu corpo. Mas existe quem pode conseguir tocar na tua alma. De quem pode ter a capacidade de desorganizar o teu mundo. O mundo que tu não queres abrir. O mundo que hoje queres deixar fechado para ti. A verdade, é que nem todas as pessoas precisam conhecer a tua alma. Mas... mas quando o teu corpo e alma se unem, apenas precisas respirar fundo. Respira fundo e sente. Quando fizer sentir, lembra-te, vai fazer sentido.


quarta-feira, julho 29, 2015

Paz de espírito

Querido diário,
Quando não percebes tudo agora, mas tudo faz sentido quando:
«quando te amas de verdade, paras de desejar que a tua vida seja diferente e começas a aceitar que tudo o que te acontece (de bom e de mau) contribui para a pessoa que és. 
Aprendes que isso tem um nome: maturidade.
Quando te amas de verdade, desistes de querer ter sempre razão. Preferes sempre, sempre ter paz.
Aprendes que isso tem um nome: humildade.
Quando te amas de verdade, começas a dizer 'não' a tudo que te faz mal. No início achas que isso é egoísmo. Depois, aprendes o verdadeiro nome: amor-próprio.»
Quando és feliz, do jeito que és.
| adaptado de Charlie Chaplin em "Às nove no meu blog"

quinta-feira, julho 23, 2015

Às vezes...Apaixonas-te.

Às vezes tenho noção que magoa, que o tempo custa e que na realidade não quero ninguém. Tenho noção que estar com alguém pode ser estar sozinha. E tenho tanta noção do quanto eu quero estar sozinha. Sozinha mas não só. E o quão bem e feliz estou. Às vezes o coração bate mais forte pelas razões incorretas. Às vezes tenho noção que não estou sozinha. Às vezes não me ouço, não sinto e não quebro o meu silêncio. Tenho noção daqueles abraços vazios e beijos que não sabem a nada. Daqueles dias fúteis que despes preconceitos. Tenho noção de ser sempre mais eu. Noção de querer ser apenas eu. De ser egoísta. Oh se tenho! Mas às vezes, então, que não consigo. Tenho de abrir aquele silêncio que me faz gritar. Às vezes, sem querer, sentes aquele abraço. Sem querer, sem pensar e sem procurar. Sentes aquele abraço. E tens noção que queres que o tempo pare por ali. Noção que não faz sentido mas faz sentir. E então às vezes sinto e faz tremer, enlouquecer. Mas faz sorrir. E às vezes… às vezes apaixonas-te. Nem que seja apenas por aquele momento.



terça-feira, junho 23, 2015

Maneiras de ser

"Não sou um doce de pessoa. Não sou fácil de aturar. Tenho uma cabeça complicada. Digo metade do que quero, mas espero que percebam tudo aquilo que pretendo. Faço uma revolução quando quero algo. Determinada e teimosa. Mas confiável e leal.
Não deixo muita gente aproximar-se mas, quando o permito, dou tudo de mim. E vou ao fim do mundo por quem amo.

- Rita Leston -


quinta-feira, junho 18, 2015

Road Trip

Querido diário,

Gostava de te escrever todos os dias e dizer-te como estou feliz nesta terra. Uma terra onde não nasci, onde nunca estive mas com que sempre me identifiquei. Uma terra onde tenho família e amigos, uma terra que adora animais, uma terra onde existe vegetarianos em cada esquina. Escrevo para te falar da minha primeira road trip. Passei pelas estradas da Califórnia, Arizona e Nevada. Fiz a route 66, admirei o magnífico Grand Canyon e bebi um cocktail em Las Vegas. Não poderia pedir mais. Até hoje nunca experimentei esta sensação de liberdade, de felicidade. Os meus olhos ficaram em lágrimas e experimentei um misto de emoções fortes. Não me desiludiu em nada, tudo simplesmente perfeito. Desejava que o tempo parasse e eu ficasse a admirar a sua beleza. O exlíbris da minha viajem! O mundo é pequeno demais para conhecer apenas um lugar, para perceber o seu significado e conhecer apenas certas pessoas. Posso dizer que a minha vida é perfeita do jeito que é, do jeito que foi e do que ainda vai ser. Os sonhos comandam a tua vida, traçam os teus objectivos e levam-te aos locais certos, a estar com as pessoas certas e nunca esquecer os que fazem parte. Os que sempre fizeram parte de ti, os que querem fazer parte de ti, para sempre. Há lugares que ficam no coração. Eu tenho de voltar. Tenho de fazer mais da Route 66. Tenho de pisar novamente o Canyon e beber um cocktail em Vegas. Oh, Vegas! Ainda fico pelas Américas e assim digo: Muitas vezes o que nos faz mais pobres é o que mais nos enriquece!
 ‪#‎roadtrip‬ ‪#‎GrandCanyon‬‪#‎LasVegas‬ ‪#‎travelofmylife‬



domingo, junho 07, 2015

American dream

Querido diário,

Sabes, atravessei o atlântico há cerca de 4 dias atrás. Ao atravessar o atlântico conquistei um dos meus sonhos de sempre. Sabes, não existe melhor sensação na vida que chegarmos onde queremos, onde sempre sonhamos. Há coisas que nos fazem felizes por um acaso, outras por instantes, outras por um tempo e outras, aquelas que ficam por toda a vida, as que sempre sonhamos. Diferentes tipos de sensações. Sabes, sou tão apaixonada pela vida que ver o mundo é a melhor maneira de viver, de ver a vida. Pessoas, culturas, tradições. Sabes, aquela coisa do wanderlust.
Sabes, aterrei em São Francisco, Califórnia. Não poderia estar mais feliz. Penso que nunca me senti assim. God bless America!