Diário d'Inês

domingo, fevereiro 08, 2015

Frio

Dear diary,

I need some tissues, comfy jammies... and a hot tea.


#sickweekend

quarta-feira, fevereiro 04, 2015

Penélope

Querido diário,

Hoje, a caminho do trabalho, encontrei uma cadela do meio da estrada, desorientada, perdida. Não sabia ir pelo passeio, alguns carros desviavam-se dela, outros desviava-se ela. Não consegui seguir, voltei e parei o carro perto. Penélope, dizia a sua chapinha com o nome e com o número atrás, cheia de medo. Uma pequena cadela gordinha, castanha clara. Fiquei quase no meio da estrada, numa rotunda, onde a consegui apanhar, agarrada a ela. Liguei para o número, que não atendeu. Continuava amedrontada, mas meiga. Estava molhada por baixo, consegui pegar ao colo sem querer sequer saber se me sujava para o trabalho. Felizmente é das minhas primeiras histórias felizes. Desta vez a senhora apareceu no carro já de lágrimas nos olhos, andava às voltas porque a Penélope tinha fugido pelo portão quando a senhora saiu de casa. Um final feliz de quem faz acontecer. Em tantos carros que passaram por ali, ninguém parou, ninguém quis ou quer ajudar. Isso deixa-me triste, ainda não demos o "grande passo". Mas vamos dar um dia! Porque acreditar é uma palavra que me assiste. Esta história, aqueceu-me o coração para o resto do dia e trabalhei, sem dúvida, bem melhor. O amor pelos animais é inexplicável. Nunca deixem passar um animal em branco, todos precisam de nós, porque salvar uma vida, é salvarmos a nossa humanidade.


Champagne #1


segunda-feira, fevereiro 02, 2015

Vivo para sentir

Querido diário,

"Eu sou assim. Tenho um milhão de defeitos. Sou volúvel. Sou viciada em gente. Adoro ficar sozinha. Mas eu vivo para sentir. Por isso, eu te peço. Me provoque. Me beije a boca. Me desafie. Me tire do sério. Me tire do tédio. Vire meu mundo de avesso! Mas, pelo amor de Deus, me faça sentir! Um beliscãozinho que for, me dê. Eu quero rir até a barriga doer. (...) Desculpa, nada é pouco quando o mundo é meu." - Clarice Lispector.

Sim, eu vivo para sentir. "Um mundo ao contrário". E quero mais, às vezes demais. Sempre!

quinta-feira, janeiro 29, 2015

Do I wanna know?




'the nights were mainly made for saying things..
that you can't say tomorrow day' 

terça-feira, janeiro 27, 2015

Bonnie

Querido diário,

Como o tempo passou, como se passou um ano. Faz hoje um ano que a doce e bebé Bonnie veio até mim. A minha coelha, minha princesa. Lembro-me como se fosse ontem. O meu amigo Mauro veio com ela de Faro, ainda com um mesinho. Nenhum bebé deve sair tão novo de perto da mãe. Mas, assim o foi, por diversos motivos. 

A Bonnie chegou a Évora ainda pela manhã, perto da hora de almoço, numa caixinha de cartão com uma toalhinha. Era tão tão pequenina. Cabia na minha mão. Tirei o seu pequeno corpinho da caixa e coloquei em cima da mantinha das borboletas. Ela depressa foi fazer um pequeno xixi pelo tapete e começou aos binkies. Logo logo comeu o seu feno e deu mais uns binkies. Para quem não sabe, binkies são os típicos saltos que os coelhos dão de felicidade. Era um binky bunny a minha lady, que ainda não sabia que era uma lady. Quis logo quentinho do aquecedor e adormeceu no meu colo enrolada na manta. A sua primeira noite, foi às voltas da gaiola, a perceber onde estava e o que eram aquelas grades. Dormiu na sua manta e no feno, nos dias seguintes dormia dentro da toca na gaiola. Mas, não bebia água e dava-mos de seringa, com medo que ela desidratasse. Tive de ensinar ela a beber do bebedouro, já que na taça se podia enfiar lá dentro. Sim, era uma banheira para ela. A ração tinha de partir em bocadinhos muito muito pequeninos, se não, não comia. Apanhou umas crostinhas na pele, que rapidamente liguei para o veterinário e foi tratada com umas pipetas. Bonnie, como passavas horas ao aquecedor, quase dentro dele. Davas muitos binkies. Comias muito feno e enfiava-se dentro do suporte. Começas-te por comer salsa. Ah! E tinhas soluços (e tens), muitos! Foste logo cedo dar um passeio à rua de alcofa, ver o mundo e ver o mar. Coisas de humanos.

Era tão mini e precisava de um nome. Era o/a Bébé. Na realidade, é o nome que ela mais responde agora. Mas, pensei ser um menino, apesar da sua cara e pestanas de lady. Em tantos nomes que chamei, existiu um que ela mexia sempre a orelha: Miami. Mas algo me dizia que não era o teu nome. Até porque nunca quis saber o seu sexo quando decidi ficar contigo. Ajudar é mesmo assim. E assim ficou o Miami.  Até nos mudarmos para Lisboa e irmos ao veterinário. "É fêmea" disse o Dr. Rui Patrício e eu disse: "É a Bonnie". Obviamente, não poderia ter outro nome em memória do meu Bennie. Como se fosse quase por magia.

Cresceste, ficaste uma princesa refilona. Resmungas e rosnas quando não gostas das coisas e escavas como se não existisse amanhã. Se for preciso dás uma trinca só para te mostrar. Adoras tudo, desde feno, legumes, ração, não há nada que não gostes. Sim e escavas, muito, passas uma hora a escavar. Já destruiu tapetes e mantas. Mas continua a gostar de colo e dos meus apertos de beijos. Pelo menos, eu acho que gosta. E quentinho. Agora dormes na tua cama de plástico rosa, onde no fundo tem tecido polar. Dormes sempre lá de noite, bem bolinha e quente. Gostas de dormir na wc, para apoiar o queixo no rebordo. És uma tonta. Mas és muito limpinha e não fazes nada fora. Gostas de sol e de ir ao quintal. Exibes o teu peito felpudo e esticas o nariz como se fosses a dona do pedaço. És uma Lady!

Assim se passa um ano, na tua companhia. Minha doce princesa. Quem venham muitos mais!

Saudações coelhólicas.