Querido diário,
Não tem sido fácil, nada fácil. Mas a vida continua, não é assim? Este ano nem feliz Natal, nem coisinhas de Natal, nem receitas... Mas, não estás esquecido! Recuperarei forças, como sempre, seguirei em frente e cá virei "escrevinhar" mais vezes. Afinal, sou tão sortuda por ter tido algo, que me custou tanto dizer adeus. Só custa, porque significou muito, significou mais do que aquilo que eu possa dizer. "Oxalá" um dia, nos encontremos todos.
Seria para falar de Ano Novo? Que seja melhor 2014 que 2013? Que o melhor de um ano, seja o pior de outro? Entra com o pé direito? 12 passas? Ora... deixemo-nos de tretas. O que faz um mês, um ano, uma vida, são as pessoas. As coisas não mudam porque muda o ano, não vão correr melhor as coisas porque é ano novo. Tretas, ilusões, necessidades psicológicas de acreditar numa coisa qualquer. Por ironia, acredito mais que mude com as fases da lua.
A atitude, a mentalidade, o coração é que tem de mudar. Assim é que se aprende, assim é que se vive. Este ano, a minha frase de eleição é "são as pequenas coisas que fazem a vida ser maior" ou então "a felicidade está nas coisas mais pequenas". Cada um, interpreta esta frase à sua maneira. A mim disseram sem me conhecerem, sem saber o que se tinha passado, como se por magia precisasse de ouvir novamente. Aquela frase, que já sabia em tempos, nesse dia veio no momento certo, de iniciar uma nova fase. Mas uma nova fase, não porque é ano novo, é apenas porque passei com distinção, mais um capitulo na minha vida. Ganhei mais saudade, mas sou muito mais rica. Assim, pensem nas pequenas coisas da vossa vida, nos pequenos pormenores... porque são esses às vezes, que fazem falta. Feliz Ano Novo.
Saudações com saudade.
sexta-feira, janeiro 03, 2014
quinta-feira, novembro 21, 2013
R.I.P. Bennie
Na verdade, nem sei bem por onde começar. A minha dor vai
além de qualquer palavra, desta vez, nem escrever me alivia. É uma dor que me
consome a cada momento que bloqueia qualquer coisa lógica que queira dizer de
ti. Também, não é para ter lógica, é para ser sentido.
Então, vou começar assim: foste “O coelho”. Desejava um
coelho orelhudo há muito tempo e tu apareceste nos braços do meu namorado, com
um laçarote numa gaiola. Nem sabia os tantos cuidados que os coelhos exigiam,
nem todas as suas necessidades, era tudo novo. Levou pouco tempo para me
afeiçoar a ti, em pouco tempo, amava-te como hoje.
Na verdade, vou começar assim: foste “O meu amor”. Comecei a
viver sozinha em Évora, longe de casa e dos meus pais, no meu pequeno T0. Adotei-te
como um filho. Estava viciada em ti e comecei a ler imensas coisas de coelhos. Percebi,
que não eras apenas um coelho, eras uma companhia como se fosse um cão. Todos
os momentos contigo eram poucos, pensei sempre eu, talvez algo que dizia que a
vida te ia tirar tão cedo de mim. Rapidamente encheste a casa de alegria. Eras
um mariquinhas que não queria sair da gaiola, sempre com medo de tudo. Aos
poucos foste saindo da gaiola para a cama, enroscavas-te em mim, pouco tempo e
logo saías. Começaste a dar os primeiros passos pela casa e logo logo já
corrias que nem um maluco. E assim foste descobrindo o mundo. Quis dar-te tudo
o que conseguia. As minhas saídas à noite converteram-se em serões de mama e
filhote. A minha alegria era estarmos os dois com o papa ao serão a ver-te
fazer coisinhas novas e a brincar contigo. Vinhas para o sofá connosco ver
televisão. Adoras coçar os tapetes e mordiscá-los. Já para não falar de tudo o
que roeste em casa, deixaste as tuas marcas. Sempre que tinha o roupão, atado
com o laço, lá vinhas tu para o meu colo mordisca-lo, puxá-lo, até desfazer o
laço. Eras muito beijoqueiro. Um comilão e guloso do pior. Não se podia fazer crepes ou panquecas em casa, tu eras muito pedinchão. Até pipocas querias. Melhor de tudo, era gostares dos medicamentos, brufen e bactrim. Mas não gostavas de colo, o único colo a que
vinhas era o meu. Entraste na adolescência e eras um verdadeiro macho-alfa.
Adoravas as nossas pernas e querias fazer xixi em tudo o que era sítio. Mas o ex-líbris
era ver-te a coçar o queixinho, a deixar o teu cheirinho nas coisas. Na casa da
avó, adoravas o quintal, comer algumas coisas por lá. O teu sítio favorito era
estar em cima da secretária a admirar o quintal pela parede de vidro, até
dormias lá.
Queria que fosses a todo o lado ver o mundo e nunca te
queria deixar sozinho. Já sabias o teu nome, o "não", "aqui" e a "midinhaa", leia-se comidinha, afinal era a tua palavra favorita. Sempre que chegava a casa dizia “MEU AMOR!!” e tu
espetavas as orelhinhas e rapidamente estavas a roer a gaiola para sair. Adorava
o final do dia, só porque sabia que ia para casa ver-te e queria aproveitar
todos os segundos contigo. Fiz umas músicas e cantava para ti. Foste de férias,
natal e fim de ano connosco. No natal, tiveste os teus biscoitos de prendinha e
no fim de ano, na serra da estrela, também coloquei uma moedinha perto de ti
para dar sorte. Ainda foste um coelho viajado por Portugal!
Foste ao veterinário várias vezes sem ter nada, porque estávamos
sempre cheios de medo que te acontecesse algo. Decidi fazer a tua castração
para ficares mais calminho. Ainda sofreste com dores no dia a seguir, mas
recuperaste rápido! O papa ofereceu-te um bouquet
de couve com salsa. Eras mesmo o nosso filhote. Ficaste mais roedor, traçavas ainda
mais tudo em casa!
Infelizmente, no último fim-de-semana, adoeceste muito rapidamente
e corremos contigo para o veterinário. Ficaste ainda internado dois dias. Ainda
corremos de médico em médico a pedir opiniões, para te tentarem salvar. Não
houve maior dor, do que estar a ver-te sofrer. Essa, foi a pior de todas. Corria
o mundo se necessário, para não teres sofrimento. Mas nada houve a fazer. Partiste.
E pelo menos, o teu sofrimento acabou, não merecias mais. Fiz tudo o que esteva
ao meu alcance por ti e fazia mais se fosse preciso. Deixaste um vazio enorme
na minha vida, mas um grande amor no meu coração. Dei-te todo o meu amor do
fundo do meu coração. Foste o Bennie, o Rei! Foste e és, o Rei da minha vida.
Bennie Abr, 2012 - Nov, 2013
sexta-feira, outubro 04, 2013
Dia Mundial dos Animais
Querido diário,
Porque um dia, não são dias. Hoje, como qualquer outro dia, estou com vocês e sempre estarei.
Saudações a todos os animais!
Porque um dia, não são dias. Hoje, como qualquer outro dia, estou com vocês e sempre estarei.
Saudações a todos os animais!
terça-feira, outubro 01, 2013
Restart your life!
Querido diário,
Every single day. Life should have a button: "Start Over".
Ela tem, basta saber activar.
Saudações vividas.
Every single day. Life should have a button: "Start Over".
Ela tem, basta saber activar.
Saudações vividas.
domingo, setembro 29, 2013
Para Sempre 2.0
Querido diário,
Hoje, parece que nunca é "para sempre".
"Os avós eram da mesma aldeia. Conheceram-se em miúdos e antes de atingirem a maioridade, mas já a saber o que era a vida, sabiam que acabariam por envelhecer juntos.
Os pais, um pouco mais tarde, mas ainda assim cedo, disseram o sim e já passaram os 30 anos juntos. Para nós, vintes, o "para sempre" pouco para sempre encerra. Quem se atreve hoje a verbalizar um "para sempre"? Há quem o vá cuspindo aqui e ali, como se o quisesse semear.
Todavia, quase ninguém o diz como os avós ou os pais o disseram. Sim, podemos defender que estamos a elaborar uma versão 2.0 do "para sempre". Uma versão adaptada aos nossos dias, que vai ao encontro de um "post" nas redes sociais. Fácil de dizer e divulgar, igualmente simples de apagar e fingir que não aconteceu.
Parece-me que há adaptação, mas Darwiniana. Se não se adaptar, o "para sempre" morre. Quem nos censura? O "para sempre" de antes provinha de um somar de condições que hoje não conhecemos.
Os apaixonados, com sorte da mesma rua, conheciam-se, namoravam, casavam e por lá ficavam numa casa que herdaram. O trabalho durava até lhes cansar o corpo e o corpo cansado pedir descanso. Na casa herdada, viam crescer os filhos, muitos, a quem trocavam os nomes. Os filhos dos filhos, já menos e com nomes mais curtos, e o bisneto Martim.
Percebiam que a família pouco mais iria crescer devido às atualizações do "para sempre". Agora, ela trabalha em Bragança, ele em Lisboa. Encontram-se quando se encontram as folgas. Ele ficou no T0, ela fez as malas e levou-as para a Suíça. Só assim vão conseguir pagar o espaço onde esperam um dia viver.
Mas os amigos deles estão numa situação pior. Ela está a fazer um estágio profissional, ele à procura do primeiro emprego. Ambos em casa dos pais, mas já perto dos 30. Nenhum destes casais disse ainda o "para sempre" à frente de um padre, familiares e amigos. Não o querem ou não podem pagá-lo. Dizem-no um ao outro, a medo. Medo não do que sentem, mas das muitas ruas que os separam. "
Fonte: http://p3.publico.pt/actualidade/9407/para-sempre-20
Hoje, parece que nunca é "para sempre".
"Os avós eram da mesma aldeia. Conheceram-se em miúdos e antes de atingirem a maioridade, mas já a saber o que era a vida, sabiam que acabariam por envelhecer juntos.
Os pais, um pouco mais tarde, mas ainda assim cedo, disseram o sim e já passaram os 30 anos juntos. Para nós, vintes, o "para sempre" pouco para sempre encerra. Quem se atreve hoje a verbalizar um "para sempre"? Há quem o vá cuspindo aqui e ali, como se o quisesse semear.
Todavia, quase ninguém o diz como os avós ou os pais o disseram. Sim, podemos defender que estamos a elaborar uma versão 2.0 do "para sempre". Uma versão adaptada aos nossos dias, que vai ao encontro de um "post" nas redes sociais. Fácil de dizer e divulgar, igualmente simples de apagar e fingir que não aconteceu.
Parece-me que há adaptação, mas Darwiniana. Se não se adaptar, o "para sempre" morre. Quem nos censura? O "para sempre" de antes provinha de um somar de condições que hoje não conhecemos.
Os apaixonados, com sorte da mesma rua, conheciam-se, namoravam, casavam e por lá ficavam numa casa que herdaram. O trabalho durava até lhes cansar o corpo e o corpo cansado pedir descanso. Na casa herdada, viam crescer os filhos, muitos, a quem trocavam os nomes. Os filhos dos filhos, já menos e com nomes mais curtos, e o bisneto Martim.
Percebiam que a família pouco mais iria crescer devido às atualizações do "para sempre". Agora, ela trabalha em Bragança, ele em Lisboa. Encontram-se quando se encontram as folgas. Ele ficou no T0, ela fez as malas e levou-as para a Suíça. Só assim vão conseguir pagar o espaço onde esperam um dia viver.
Mas os amigos deles estão numa situação pior. Ela está a fazer um estágio profissional, ele à procura do primeiro emprego. Ambos em casa dos pais, mas já perto dos 30. Nenhum destes casais disse ainda o "para sempre" à frente de um padre, familiares e amigos. Não o querem ou não podem pagá-lo. Dizem-no um ao outro, a medo. Medo não do que sentem, mas das muitas ruas que os separam. "
Fonte: http://p3.publico.pt/actualidade/9407/para-sempre-20
sábado, setembro 07, 2013
End of holidays & healthy food
Querido diário,
A terminar as férias e já pelos estudos, é hora de começar a (tentar) comer saudável!
Salada de coentros, salsa e alface rocha, melancia e omelete de espargos!
Uma combinação rápida e saborosa. Para a omelete é só colocar uma colher rasa de sopa de azeite numa frigideira, colocar os espargos enlatados pretendidos a forrar a mesma, saltear sem os desfazer, colocar 2 ou 3 ovos mexidos com sal e pimenta! Cozinhe a gosto e já está! Bon appétit!
#healthyfood #asparagus #eggs #watermelon
Saudações saudáveis!
A terminar as férias e já pelos estudos, é hora de começar a (tentar) comer saudável!
Salada de coentros, salsa e alface rocha, melancia e omelete de espargos!
Uma combinação rápida e saborosa. Para a omelete é só colocar uma colher rasa de sopa de azeite numa frigideira, colocar os espargos enlatados pretendidos a forrar a mesma, saltear sem os desfazer, colocar 2 ou 3 ovos mexidos com sal e pimenta! Cozinhe a gosto e já está! Bon appétit!
#healthyfood #asparagus #eggs #watermelon
Saudações saudáveis!
segunda-feira, agosto 26, 2013
Um Adeus para sempre!
"E
de repente o adeus acabou. A culpa foi do até já, do até logo e do até
amanhã e pronto algumas novas tecnologias. Já ninguém diz adeus, e
quando o dizem - os que o dizem - já não é do mesmo modo. Um adeus dos
bons tem de ser dito com dor, de preferência crónica, como quando
chorávamos em pequenos por alguma coisa que nos diziam ser má e depois
nos diziam que afinal não era nada má,
que era tudo falso, que não era preciso ter medo apenas para que
acabássemos de chorar. E o resultado é que chorávamos ainda mais. E de
facto, um adeus dos bons, dos sentidos, tem de ser uma choradeira. De
preferência para dentro. Não há nada mais comovente do que ver alguém a
tentar disfarçar que está a chorar para dentro. Para mim, é mais
comovente ainda do que chorar para fora, porque há todo um esforço do
canal lacrimal que não existe no outro. Chorar para fora está ao alcance
de todos, agora para dentro, a remoer como se fosse no estômago, isso
só está ao alcance de alguns. E o adeus também. Mas tanto lhe fizeram e
maltrataram e vulgarizaram que o único adeus decente e digno, é agora o
último. Porque só esse não é substituível por até já, até logo, até
amanhã. Porque um adeus, quando é dos últimos, é como se sabe um adeus
até sempre."
Fernando Alvim
Publicado originalmente no ionline
Fernando Alvim
Publicado originalmente no ionline
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